A “bingficação” ou fenômeno “searchify” dos sites dos governos
Inúmeros sítios governamentais estão adotando um novo modelo de página inicial. Ao acessar o site o cidadão não vai se deparar com um monte de informações distribuídas em listas ou “jogadas” pela página. A tendência agora é elaborar sua página inicial como as páginas dos principais buscadores da Internet.
Este estilo de página tem como referência o design do Bing.com – página de busca da Microsoft, que ficou conhecido por conter uma grande caixa de busca com uma imagem em alta resolução ao fundo. Diferentemente do Google.com, que adota um design mais minimalista, os sítios governamentais que adotaram o modelo “searchify” para seus sítios eletrônicos escolheram o formato Bing.com. Geralmente, os sítios governamentais exibem ao fundo uma imagem de seus pontos turísticos ou paisagens naturais de seu Estado/cidade.
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Design bing.com: apenas uma grande caixa de busca com uma imagem ao fundo
Dentre os diversos sites que adotaram este modelo estão dois dos principais Estados norte-americanos – Texas e Utah, além de uma importante cidade do Canadá, Calgary. Apesar da exibição de uma grande caixa de busca na página inicial, todos os endereços pesquisados apresentavam a possibilidade de visualizar todos os serviços em formato de lista.
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Governo da cidade de Calgary, Canada
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Governo do Estado de Texas, EUA
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Governo do Estado de Utah, EUA
Para que este modelo funcione plenamente, os governos precisam melhorar – e muito, seus engines de busca internos. Caso isso não aconteça o cidadão ficará frustrado e a ideia por trás deste conceito não funcionará como deveria. O Google disponibiliza, comercialmente, um “motor de busca personalizado” que utiliza sua engine proprietária para ser aplicada apenas em um site específico. Esta ferramenta pode ser facilmente configurada para oferecer este tipo de serviço para os governos interessados. Dessa forma, cada um deve avaliar se seu custo-benefício vale a pena, pois esta não é uma ferramenta barata.
Uma pesquisa realizada nos EUA aponta que cerca de 92%* dos internautas utilizam sites de busca. Juntamente com o e-mail, estas são as principais atividades exercidas on-line. Por este motivo, muitos governos escolheram adotar o modelo “Bing.com”: como a maioria dos internautas já estão familiarizadas com o formato “digite uma palavra-chave e encontre o que você está procurando” a tendência é observamos um crescimento deste tipo de design.
Apreciar este fenômeno não é unânime entre os usuários dos sítios governamentais que já adotaram este modelo. Muitos reclamam que não é do papel do governo “deixar que os cidadãos descubram o site”**, estes afirmam que as páginas devem trazer todas as informações para que os cidadãos escolham o serviços que desejam e conheçam outros serviços. Pois, mesmo que ele não seja utilizado naquele momento, a pessoa estará ciente de sua existência. Para os mais críticos, o fenômeno “searchify” só serve para “esconder o papel do governo atrás de uma grande caixa de busca”**. Até o momento, nenhum sítio governamental nacional adotou esta tendência.
*Fonte: http://gov20.govfresh.com/pew-search-and-email-are-nearly-universal-among-adult-internet-users/
**Artigo relacionado: http://marcdrummond.com/search/2011/08/09/bingification-government-home-pages